sábado, 24 de junho de 2017

NOITES SEM LUAR IV



“Tudo bem,
nobre poetisa, se dizes que gostas
de alguns de meus mal
traçados versos,

sentas-te aí
no sofá e folheia estas estranhezas,
e lê aqueles que te
aprazam”;

disse-lhe
o desértico niilista,
enquanto se posicionava sentando-se
em uma cadeira
à frente

– sedenta, dissimulada
e estrategicamente –,

para reparar
suas belas curvas, seus rijos seios,
suas bem torneadas
coxas

e sua suculenta
e deliciosa vulva, contida
naquela minúscula
calcinha.