sábado, 2 de setembro de 2017

TODOS OS PRÓXIMOS A MIM JÁ ME JULGARAM; POUCOS, PORÉM, AMARAM-ME



... quando,
o que perdurou a maior parte
de minha vida,

eu me predispus
a analisar o Cosmo, a quântica
e as infinitas possibilidades,

e a dissecar
o Ser com sua absoluta, singular
e abnômala visão adulteradora de todas
as coisas,

eu raro acreditava
no poder do amor, posto que sempre
o ligava ao querer do ego

(ama-se porque quer
amar, e ser amado; ou seja, ama-se
apenas para lograr êxito de também ser
amado),

criticavam-me
e crucificavam-me por ser demasiado
racional, reflexivO e frio.

Depois que conheci
um amor louco, adoecido e dele me tornei
total refém sem nenhuma defesa
ou barreira,

e o perdi
para o apagamento que tanto preguei
e que nunca entenderam,

fico por aqui
sofrendo, resmungando, chorando
e compondo essas coisas tristes e sem sentido
por ainda tanto amar, mesmo após
a morte tê-la levado

e, por isso,
chamam-me louco, alucinado e um perfeito
idiota e cão do diabo.

E é assim
que, de uma forma ou de outra, este niilista
nunca coseguiu entender ou se encaixar
no que chamam de sublime
ou de regular do sapiens!

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