... já não me vejo a
admirar
os campos dos marimbondos,
das andorinhas
e das borboletas
azuis;
já não me sinto nas nuvens,
nas esperanças e nos sonhos
dos anjos decaídos e dos que ainda se acham
puristas;
já não me esqueço
(para meu alívio) de coisas
que precisaria esquecer,
quando isso me é
imprescindível para
resistências a dores e
angústias
do momento;
já não me lembro,
quando se me apraz, de
outras coisas,
que pudessem me satisfazer
e me salvaguardar
em momentos de febres
e delírios;
já não me imagino
com a foice e a enxada às
mãos para,
depois da devastação , fazer sublimes
e mágicos replantios;
sim, já me passo,
e já não me sinto vívido,
tal como se o próprio tempo
e a própria estrada
é que estivessem-me
fugido.

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