quarta-feira, 13 de setembro de 2017

O ÚLTIMO TREM



Ela: Essa sua carinha
me deixa triste.
Ele; Ué.
Ela: Vê se anima um pouco!
Ele: É, talvez, eu não esteja mais
conseguindo esconder o extremo cansaço
de viver.
Ela: Como diz meu neto
"Deixa disso, vamos animar
um pouco... rs"
Ele: Jovem e sábio ele.
Ela: Sabe.
Ele: O quê?
Ela: você é um bobinho.
Eu sempre te amei foi de verdade,
nunca houve nada de virtual
nisso.
Ele: Acho que sim,
dizem mesmo que o cão é mais tolo
que os anjos.
Ela: Olha nossa situação,
você tem com quem fazer sexo,
e eu nem iso.
Ele: Nao concordo.
Tu tens quem desejares, inclusive
a mim, e da forma como quiseres em teu banho
e em tua cama, com tua mente
e mãos.
Ela: Ah, não faz de bobo. Você sabe
o que eu quis diser.
Ele: rs
Ela: Essa dor que dizes
ter a mim e em tuas poesias,
como é?
Ele: Não sei explicar,
mas não te preocupes, estou acostumado
tanto com a dor, como com o medo
e a angústia.
Ela: O que espera da vida, afinal,
falando assim?
Ele: Apenas o último trem do inverno
passar, querida!
Ela: Meu Deus, Te cuida.
Olha, você vai ficar sempre bem guardadinho
no meu coração.
Ele: Assim espero,
pois é chegado o tempo de viver
em miséria ou de pular definitivamente
no abismo sem fundo.
Ela: Te amo. Xau.
Ele: T chau!

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