EU, TU, NOSSO AMOR E NOSSAS MORTAIS CHUVAS
Eu amaldiçoo
todas as chuvas que encharcaram
meu telhado e alagaram
meu jardim;
e amaldiçoo
quem chegou montada ao vento
fazendo-me ser a própria
chuva incontinente,
e tanto que,
quando consegui estiar
todas as luzes da casa haviam
se queimado,
restando-me
tão somente sombras
ondulando e serpenteando
pelos tetos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário