domingo, 17 de setembro de 2017

EU, TU, NOSSO AMOR E NOSSAS MORTAIS CHUVAS



Eu amaldiçoo
todas as chuvas que encharcaram
meu telhado e alagaram
meu jardim;

e amaldiçoo
quem chegou montada ao vento
fazendo-me ser a própria
chuva incontinente,

e tanto que,
quando consegui estiar
todas as luzes da casa haviam
se queimado,

restando-me
tão somente sombras
ondulando e serpenteando
pelos tetos.

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