Certa vez
senti as plumas secas
de uma demônia que se vestia
toda de branco,
e suas mãos
a correrem afagando-me
as falésias do rosto
e do corpo,
e seus braços, e peitos
e pernas e a vulva negra a devorar
meu pau e meu silente
cansaço,
e suas levianas
asas a tentarem me levarem
rumo a um paraíso
empoado:
acho que
eu não estava bem,
realmente não devia estar
nem um pouco bem.

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