… dia hoje
conversava com uma amiga minha,
alias, uma amiga com quem já
rolei no sonho e na cama;
e eu dizia algo
humano, e niilisticamente humano,
assim sobre a id, tal qual naquele momento,
de repente, em mim ressurgia.
E ela,
então, achando talvez meio áspero
o vocabulário (tantas vezes usado, alias,
durante as extáticas e conjuntas
peformances,
disse:
“Mas como você fala isso assim
com uma flor, não poderia falar o mesmo
de outro modo?
E eu fiquei pensando
“Que diacho, eu devia ter levado isso na
mente
e na mão com uma punheta a meu modo
intense,
porque
eu cansei de entender por que
as beldades mais belas e mais inteligentes,
intelectualizadas, quando o cão
fala, estranham,
se, e isso
posso dizer com a convicção de quem dissecou
em estudos o ser, sou muito mais
inofencivo que os anjos
e os santos?

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