O DOCE DA FLOR
Vê,
querida,
o outono passou,
e teu ego continuou
singrando pelas demais
estações.
Quando chegou
o engerelado inverno,
congelaram-se-me as asas
em tuas correntes
de ouro;
mas quero
que saibas que,
mesmo em angustiante
e dolorosa morte
nívea,
tudo de mim
– o que viste e o que
nunca creste –
continua sendo apenas
teu.
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