sexta-feira, 15 de setembro de 2017

O DOCE DA FLOR



Vê, querida,
o outono passou,
e teu ego continuou
singrando pelas demais
estações.

Quando chegou
o engerelado inverno,
congelaram-se-me as asas
em tuas correntes
de ouro;

mas quero
que saibas que,
mesmo em angustiante
e dolorosa morte
nívea,

tudo de mim
– o que viste e o que
nunca creste –
continua sendo apenas
teu.

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