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.. sentíamos,
tudo estava perdido, não é?
tudo estava perdido, não é?
... viver
com nevoeiros às bocas
e às mãos,
andar
carregado de sombras
às noites e aos dias mais
clarões,
escolher
entre um desdino melhor
e um esquecimento frio, angustiante
e enlamaçado,
não respeitar
as casas, as portas e as janelas
do mundo, como se também dele
não fizéssemos parte,
enquanto isso,
o vento e tempo sopram mansos
a ira dos dois amantes
em convulsão:
como que
subestimassem o tempo e a morte,
que nos esperam,
inexoravelmente,
à saída e ao fim de toda essa
confusão!
Podem se passar décadas, se eu ainda estiver por aqui, eu não vou te dizer adeus!

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