... porque
quando a porta se abre
ela já não está mais nem chegará mais
ali,
de uma saudade
cansada, de uma dor e de uma angústia
incontidas dentro
de mim,
correm rios que ninguém
vê;
mas é interessante
notar que sempre veem quando me caio
à lama e ao pó da terra,
e aos abismos
do desejo, onde não sou capaz
de me reter,
atribuindo-me
adjetivos que deixariam até os demônios
mais soberbos com ciúmes de tão felinas
e negras qualificações,
atribuídas
à inocência suave de meu lado
mais negro!

Nenhum comentário:
Postar um comentário