terça-feira, 5 de setembro de 2017

DURO FOI QUE SABÍAMOS E NÃO NOS CUIDAMOS



... quando o sol,
enfim, definitivamente se põe,

não há mais amores,
não há mais sonhos ou ilusões,
não há mais esperanças,

não há mais desejos,
não há mais (des)temperos,
não há mais nenhuma luz
ou espelho

e a noite
vem se colapsando e a tudo
devorando com sua obscena e fria
insenciência;

e eu quis
te avisar isso, enquanto nos era dia,
no dia de teu premonitório
sonho,

em que sentimos
juntos que iríamos cais no vácuo
e retormo-nos inevitável e inexoravelmente
ao vazio caos!

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