as coisas não
se conhecem
como as
nomeamos
ou
imaginamos,
e que a
ilusão
existencial é
imanente ao singular
surgimento de
nossa
espécime;
ainda assim
– e eis meu
deserto – constituo,
com minhas
abnormais e imanentes senciências,
inaugurações
de toda ordem
e a todo
momento.
Neste ponto,
penso ter-me
criado conceitos
– também tão
espuriamente abstratos –
que
mudaram-me e me moldaram
ao niilismo:
“O surgimento
da abnormidade”,
“a grande
barreira” e o “inexorável apagamento”,
em presenças
concomitantes,
mas alheias
entre si;
e tentar
esclarecer
melhor sobre
tudo isso de mim,
demandar-nos-ia
extensíssimo tempo
de prosas
filosóficas
e
metafísicas,
em
simplesmente mais
e mais
excêntricas e subjetivas criações,
sempre à
margem do erro do qual surgimos
e ao qual nos
andamos.
Não obstante
– e em tempo
–, tornei-me tão árido
em minhas
angústias e em meus escorrimentos juncos,
que acabei
por fabricar-me também
um forte
refúgio,
qual seja o
de crer
que qualquer
sublimidade mais sincera entre os seres,
ou qualquer
pureza mais afiada
entre seus
limites,
]
só podem
ser realmente
conquistadas,
com uma ausência constante
de seus egos,
em silente admiração
à distância.

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