quarta-feira, 22 de novembro de 2017

O ÚLTIMO FAVOR



... podias fazer-me
o favor de nunca mais dizer-me
absolutamente nada,

eu já sei
o que sairia de tua boca suja
e de tua alma apodrecidamente
adoentada;

e, por isso,
posto que não és mais sequer
uma nuvem,

decreto-te,
nuamente insana,
condenada a ficar para sempre,
perante a mim, de boca
fechada!

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