Chamam-se
cão,
cão niilista
para ser mais exato,
eu
digo que sou pior
porque
tenho a confusão entre o sonho,
a
fantasia e a queda e o trágico,
meu
corpo é carnívoro,
diria
eu que uma máquina criada
sobretudo
para fazer
sexo,
minha
mente
vacila
entre luzes e sombras e frequentemente
se
devaneia perante as esplêndidas
e vãs
imagens do mundo,
minha
alma
não
tem cor alguma, é algo entre o esperado
e o
nada do esperado que virá
ao
final disso tudo,
vivo
no meio das coisas do mundo,
pois,
e na abnômala condição em que surgi,
o
que faz com que os verdadeiros cães
sejam
mansos anjinhos perto
de
mim!

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