E entre o amor que pensávamos
termos,
o
sorriso que pensávamos termos,
o
sonho que pensávamos construirmos,
e
entre as florestas em que abrimos passagens
a
lagos e rios virgens,
e
entre os leitos
em
que nos comemos e gozamos
extasiadamente
aos litros,
e
entre os paraísos
que
onirizamos para nossos comuns
infinitos,
o
que havia,
de
fato, e não percebíamos, era só o momento
ao
qual, muitas vezes, subestimávamos
colocando-lhes
vãs atuações
e
idolatrias.
E
agora que não podemos
mais
falar, pensar, sonhar, amar, sofrer, foder
ou
chorar
comprovou-se
que
nunca tivemos foi,
como
eu sempre dizia e não entendias:
um
nada vestido de vãs
fantasias!

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