domingo, 19 de novembro de 2017

NÃO SUBESTIMEM A ETERNIDADE PRESENTE, O PORVIR SEMPRE TENDE AO NIHILO!



E entre o amor que pensávamos termos,
o sorriso que pensávamos termos,
o sonho que pensávamos construirmos,

e entre as florestas em que abrimos passagens
a lagos e rios virgens,

e entre os leitos
em que nos comemos e gozamos
extasiadamente aos litros,

e entre os paraísos
que onirizamos para nossos comuns
infinitos,

o que havia,
de fato, e não percebíamos, era só o momento
ao qual, muitas vezes, subestimávamos
colocando-lhes vãs atuações
e idolatrias.

E agora que não podemos
mais falar, pensar, sonhar, amar, sofrer, foder
ou chorar

comprovou-se
que nunca tivemos foi,
como eu sempre dizia e não entendias:
um nada vestido de vãs

fantasias!

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