quarta-feira, 4 de outubro de 2017

PERMITE-ME? UMA REFLEXÃO SOBRE A ALEGORIA DA CAVERNA



É. Parece mesmo que nasci na contramão e para divergir das coisas. Li o mito da caverna e algumas interpretações que fizeram dela, das quais diverge, para varia (deve ser sina).

Em primeiro lugar, é de se percebe que a Alegoria da Caverna foi posta numa obra intitulada “A República”, de autoreia de Platão (filósofo antigo), mas com uma especificidade: era direcionada à linguagem e à educação com vistas ao pensamento sobre a construção de algum estado ideal.

Portanto, claro é que é uma obra que metafórica que fala de sociedade ou de vivência em sociedade sob o controle ou as margens de um Estado.

Mas como dizer o que Platão realmente queria dizer, sae é sobre tal tema mesmo ou se é sobre ele em aspect muito mais amplo, resbalando na física teórica, na metafísica e pegando em cheio, claro, a filosofia e a sociologia?

Descamisei-me portanto dos limites do tema do livro, como Platão se desproviu da visão interior da caverna para poder contemplar a imensidão e a beleza de for .

E eu penso, não costume falar, mas penso, embora pensar seja essencialmente errar, não pensar não me seja possível que a Caverna de Platão talvez fosse como a grande barreira onde estamos jogados de forma que nós mesmos tenhamos forjado suas paredes como limites infindos de observação a partir de nosso referencial: (A Grande Barreira (definição minha para exatamente tudo a que possa atingir a retina sapiens com suas visões, imaginações, fés, sentimentos, ou como for) , e visão para fora dela, onde está o apagamento (definido por mim com a existência coabitada de tudo que o ser (re)inaugurou, virá a (re)inaugurar, imaginar, pensar, ou que a ele jamais irá pertencer por não conseguir pousar suas retinas onde não reflita luz cosmológicca, como por exemplo, na quântica e dentro de singularidades como os buracos negrows, que devoram a luz e, por consequente, a informação que ela carrega para o sapiens) que não  representasse vastidão, a beleza e a sensação do vasto já conhecido, mas sim um outro infinito, inatingível devido à senciente abnormidade nossa.

Lembro aqui que o apagamento, não pode ser compreendido, ouma vez que estaria sendo (re)inaugurado  também dentro da grande barreira e dela passando a fazer parte; assim, ele só pode ser subjetivado e representa exatamente a visão de fora de Platão, onde impere ou não a luz refletida das retinas (e é por isso que Fernndo Pessoa diz que a pedra não se sabe pedra, mas nós é que a chamamos pedra; e a lua não se sabe lua, mas nós é que a chamamos lua) sem que ele possa ter consciência de tal comunhão de infinitos simplesmente por olhar de dentr da cavera e, dela, não poder sair, como pensam da obra de Platão.

E, de fato, nunca saimos, nem sairemos da caverna, pois ela representa o ponto de nosso abnormal surgimento, e representa o ponto de onde a tudo vemos ou imaginamos , com  (re)inaugurações do ponto do referencial humano.

Adentro da caverna, portanto, o sapiens está limitado, inconscientemente, pelas infinitas margens que ele mesmo criou, por ter se tornado o tudo confinado que lhe há ou que ele pense ou imagine lhe haver aos limites dela, conforme com sua mente os criou.

Então, a Alegoria da caverna contém para mim uma infinita visão não só de fora, mas também de dentro, de modos diferentes:  dentro é a visão senciente; fora é onde tudo se comunga, a visão senciente, a imaginação, os sentimentos e tudo que não se sabe como o ser os denomina, tudo que o ser não pode ver por não poder contemplar com suas retina, todo caos, toda possibilidade infinita, e exatamente um tudo que sempre é mais que o tudo do Ser, subjetivando-se assim, paradoxalmente, dois universos infinitos, distintos e coabitantes.


É uma vasta visão, pois, não só de fora como de dentro. O mito da caverna me remete à filosofia, à metafísica e à espieitualidade, quanto à tentativa de compreenção de onde viemos, para onde vamos e o que, afinal somos, dentro da grande barreira e o que nao podemos visualizaro sobre o que não somos no apagamernto e no caos que, desapecebidamente coabitando conosco, nunca cessou e não irão cessar!

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