…
quando escrevo
é
meu silêncio que fala
por
mim,
é
de meus
silêncios
que saem meus amores
passados,
minhas ilusões ainda ensolaradas,
minhas
esperanças ainda
grávidas
meus
minhas
dolorosas
quedas, minhas mais amargas
e
meus piores fantasmas;
quando
escrevo,
meu
silêncio é verdadeiro
e
não sou eu quem
falo,
o
que fala
são
fragmentos passados e mortos,
contingências
dos frontes, dos sonhos,
e
das camas do presente,
e
vãs projeções
em
um inexistente porvir!

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