ECOS REMINISCENTES DE UM CADÁVER VIVO
Lembrar
teu rosto nuvem
e escorrer nosso sonho interrompido
nesta mambembe tela
de computador
– onde quem
sabe pouses, em visitas ausentes,
teu profundo
olhar –;
e acreditar
– mesmo exiguamente –
que, em alguma porvindoura
manhã de outono,
tu voltes,
atraída pelo magnetismo da linguagem
e pela força e gravidade
de meus sentimentos.
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