... eu peso
sobre o mundo, e ele também
me pesa absurdo,
seja com o amor
sob a amargura da saudade
e da solidão,
seja com o sexo
e a libidinosidade liberada junto
aos anjos de plantão;
uma coisa,
entretanto, em meio a tantas
cargas, ficou-me claro
demasiado:
pesa menos
quando toco ou imagino
tocar corpos e me toco intensamente
gozando
do que,
quando novamente ouso
me imaginar em voos sublimes
e em magníficos e leais paraísos,
em um puro e leal
amor!

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