...
sei que não
mais habitas uma carne
e que agora, somente agora,
seja-te possível aquela pureza
tão pretendida;
e eu andei
contigo também em carne um dia
e sempre te disse isso não se poderia
nos dar enquanto humanos
autoungidos
e que,
ao cessarem as chuvas de porras e de fogos
ao fim da última tarde
naufragada,
nossos corpos
e nossas psiqués iriam-se tombar
no meio dessa alucinada
estrada.
Ah, mulher
que não me ouvia, agora sim estás
curada da maldita abnomalia;
e eu posso,
enfim, imaginar-se em algum paraíso
ou em algum céu limpo e azul
empinando pipas de luz
viva!
mais habitas uma carne
e que agora, somente agora,
seja-te possível aquela pureza
tão pretendida;
e eu andei
contigo também em carne um dia
e sempre te disse isso não se poderia
nos dar enquanto humanos
autoungidos
e que,
ao cessarem as chuvas de porras e de fogos
ao fim da última tarde
naufragada,
nossos corpos
e nossas psiqués iriam-se tombar
no meio dessa alucinada
estrada.
Ah, mulher
que não me ouvia, agora sim estás
curada da maldita abnomalia;
e eu posso,
enfim, imaginar-se em algum paraíso
ou em algum céu limpo e azul
empinando pipas de luz
viva!

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