…
uma tempestade em descontrole,
um
duro aço mal forjado no fogo,
um
gole amargo de veneno em forma
de
vinho tinto do porto,
um
ágape sem asas em que se laçam
falsos
anjos,
um
porto que pensam servir de salva-vidas
a
incautos naufragados,
uma
besta alienada à qual correm
as
donas comidas e enganadas por anjos
por
elas antes idolatrados;
eu
sou isso que dizem,
um
cão que late e avisa da soturna
visita
noturna, mascaradamente vestida de lume,
da
qual fingem não perceber
com
suas retinas:
sim,
sou isso;
graças
a Deus ou a um ocaso do destino,
mas
com a diferença que tenho a coragem
para
ser e me assumir ser, sem bancar
vítima
ou apontar dedos de meus erros,
enganos
e pecados para outros
lados!

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