quarta-feira, 4 de outubro de 2017

ENQUANTO ESPERAVA POR UMA COLHER DE PROSA



Concordo plenamente com o que falaste, poetisa do vento e do pensamento,  sobre o mito da Caverna de Platão e sobre as várias e atuais (e sempre atualizáveis) adaptações de interpretação a novos tempos e a novas condições.

E, devo dizer, que tal alegoria nos remete à reflexão em sentidos distintos e amplos, da espiritualidade, passando pela filosofia à metafísica.

Eu, particularmente, analisei a caverna como a própria condição humana, com suas paredes internas sendo nossas sencientes e infinitas margens dentre as quais a tudo podemos, a nosso modo, (re)criar.

Da porta da caverna, supõe-se ver morros, montanhas, árvores,vales, rios, etc e pressupõe-se o que sob tudo isso haja em vida ou em morte, em estado de ser ou de não-ser.

De qualquer forma, eu identifiquei a alegoria com o meu modo de ver a abnomalia humana(o próprio Ser), a grande barreira (podendo esta ser entendida como a caverna) e o apagamento (podendo este ser subjetivado como o que está na caverna e fora dela, visto ou não ao modo de refletir a luz que têm as retinas sapiens.

Ou seja, a alegoria da caverna, para mim, é uma viagem ao infinito que nos brota adentro em choque com a efetiva ou subjetiva visão do que temos de fora, incluindo aí, como o perueno abaixo da mata não visto da entrada da caverna, a quântica, as singularidades, os caos e algumas coisas mais onde não podemos jogar os dados!

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