domingo, 8 de outubro de 2017

ELE: PERDIDO NO MEIO DOS DASEINS E DAS COISAS

... estava distraído, jogando filosofias e pensamentos ao vento, quando aquela andorinha desgraçada me acertou o coração.

E ainda dizem que eu quem sou o cão covarde das estórias.

Mas vamos ao caso. Tinha uma amiga com quem falava de filosofias, ciências, física quântica, cosmologia, singularidades e uma estupenda gama de coisas. E a mente se envolvia de tal modo que nenhuma beleza ou boceta pudesse me tirar nos profundos pensares mútuos.



Ao mesmo recinto, a tudo observava uma demônia a uma divisão sublime e pura entre dois seres, sem desejos, sem expressão de amores, sem nada mais que o prazer de se verem e de refletirem juntos sobre os mistérios da vida.

E nisso viu um ponto franco: aquela antiga parte pueril do homem não estava acordada. E descobriu como me tirar do mais sublime teatro com a mulher com quem todo dia eu falava.

E ela conhecia uma gangue de pessoas igualmente espertas e de tramoias bastardas. E entrou no menino, dizendo-se pura, filha de Deus e falando da mente humana como se fosse realmente uma ilustre letrada.

Com o tempo, derramou de propósito café nas coxas e começou a se mexer estranhamente. Para o homem isso seria uma armadilha logo percebida, mas o menino não teve tal maldade, e acabou indo para a cam(a) foder com a desgraçada.

Um pouco de tempo depois, ficou claro que ela fodia também com toda a passarada, mentindo ser pura e minha, só minha e eternamente minha.
Letras (a mais ilustre mulher que conheci no meio cibernético) ainda tentava dizendo-me “Só com você posso acessar todos os segredos do ser e do cosmo”.

Mas era tarde demais. Quando percebeu me atirou a verdadeira sentença “Thor, você caiu na privada!”.

Sangrei um bom tempo com o sacramento de Letrinhas, pois via naquilo uma grande verdade, e no inferno que me veio uma grande prisão mascarada.

Pouco tempo depois, apareceu uma nuvem que muito chovia e de ciúmes se ensandecia. 

Letrinhas sumiu desconsolada de nossas prosas e papos sem fronteiras e sem pecados. Nuvem, por um tempo, assumiu o porto do cão, apesar de tempestuar a ele muitas palavras e, depois, também se foi à perdia seara.

E a demônia, eu mandei se foder com seus anjos, pelos céus de suas próprias escuras estradas!

Aos 47, já bem próximo da morte, já não há mais nada!"

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