Meu
coração dói
com o reminiscente vapor de ópio
desse estranho e fulguroso
amor de nuvens;
a dádiva, o coito,
a febre delirante dos gemidos
mútuos, a fluorescência
dos cântaros servidos,
as chuvas incontidas,
as invasões das florestas sombrias,
as débeis lutas com mãos
estendidas
a buscarem
um abrigo – que nunca chegara –
às mal traçadas
poesias.
Meu coração dói
a ausência de nossos voos confusos,
mesmo que tenham vacilado
tantas vezes
entre doces incensos,
utópicos sonhos e belas canções,
que – hoje sei – prenunciavam
nossa separação,
em dores, angústias
e réquiens costurados por
entre as sombras.
com o reminiscente vapor de ópio
desse estranho e fulguroso
amor de nuvens;
a dádiva, o coito,
a febre delirante dos gemidos
mútuos, a fluorescência
dos cântaros servidos,
as chuvas incontidas,
as invasões das florestas sombrias,
as débeis lutas com mãos
estendidas
a buscarem
um abrigo – que nunca chegara –
às mal traçadas
poesias.
Meu coração dói
a ausência de nossos voos confusos,
mesmo que tenham vacilado
tantas vezes
entre doces incensos,
utópicos sonhos e belas canções,
que – hoje sei – prenunciavam
nossa separação,
em dores, angústias
e réquiens costurados por
entre as sombras.

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