...
vou-me afora,
neste
mundo, já sem rumo
ou prumo
algum;
vou-me
esgueirando
por
entre as sombras,
sem
deixar marcas de minhas
sôfregas
pegadas;
vou
com aquela
lembrança
que se infiltrou em minha mente
e
tomou minha alma como
herança
(eu
ainda me lembro
dela
a cada dia, a cada momento
do
dia ou em cada acontecimento
do
dia);
vou-me
como o vento,
sem
saber de onde vem, para onde vai
ou
como dança;
vou-me
assim
caindo-me
lentamente,
com
uma escura nuvem sobre minha
mente
e minhas asas quebradas,
frustrado,
cansado,
triste
demasiado,
apenas
e tão
somente esperando
a
morte chegar!

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