sexta-feira, 20 de outubro de 2017

CONDENEI-ME QUANDO BEBIDE TEU LINDO E DELICIOSO MAR!



... vou-me afora,
neste mundo, já sem rumo
ou prumo algum;

vou-me esgueirando
por entre as sombras,
sem deixar marcas de minhas
sôfregas pegadas;

vou com aquela
lembrança que se infiltrou em minha mente
e tomou minha alma como
herança

(eu ainda me lembro
dela a cada dia, a cada momento
do dia ou em cada acontecimento
do dia);

vou-me como o vento,
sem saber de onde vem, para onde vai
ou como dança;

vou-me assim
caindo-me lentamente,
com uma escura nuvem sobre minha
mente e minhas asas quebradas,

frustrado,
cansado,
triste demasiado,

apenas
e tão somente esperando

a morte chegar!

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