sábado, 7 de julho de 2018

FEITO UMA NAU DO NADA!

Como eram lindos
aqueles teus negros olhos
de vigília!

Como era sedutora
aquela tua jovem e irregular
geografia!

Como era incontida
aquela tua louca e faminta busca
por sabedoria!

Como te parecias
com um pálido anjo necessitado
quanto te despias!

Como destruías
todos os sonhos, todas as imagens
e todas as esperanças
que criávamos,

como era mortais
 as tempestades que, por causas dseins alheias,
em todas os fins de tarde,
com as quais

te vestias!