terça-feira, 3 de julho de 2018

EU SEMPRE TE REPARAVA

Ainda me lembro
de quando estavas ali,
despercebida

– entre flores e cravos –;

ao longe,
teus lábios faziam
graciosas curvas sem que dissesses
uma palavra,

tuas pétalas
bailavam ao vento,
fazendo-me sonhar a nuvem
protegida.

Estranhamente
já se me tornavas vital,
mesmo antes que te percorresse
as sensuais margens,

e me naufragasse na puerícia
de tua alma.