não há sonhos com asas,
nem esperanças
vazias;
apenas resisto:
acordo, perambulo, durmo,
novamente
amanheço,
sempre
com a adaga verbal
às mãos
como
um último soldado a defender,
por detrás das próprias
barreiras,
a face negra
das sapiens existências a violarem,
com suas abnormais senciências,
possibilidades
e ocasos
todos os dias.

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