quarta-feira, 24 de maio de 2017

NUNCA HOUVE UM BOM SOLSTÍCIO



Alguns nobres cidadãos andaram dizendo que sou um cachorro – e nem sei como puderam ofender tanto aos cães ao compará-los comigo –, que sou um despudorado de um puto e que ando correndo atrás de bocetas e de cus.

Um deles escreveu que sou alucinado, doido de pedra e sabão que vive a defecar fedores por aí; e pelo menos uma delasme matou, espalhando a notícia para todos os cantos e recantos onde andava peidando insensos
e regozijando santidades.


Em minha tocaia de livros, poesias e estranhezasesparramados entre poeiras, cervejas e cinzas de cigarro – ossificado ao desterro desértico e às noites solitárias –, ouvindo sinfonias de Tchaikovski ou uma filha da puta de rádio capitalista qualquer, eu resolvi escrever esse “tróço” mandando-os todos à puta que pariu, e nem igual a isso esses menestréis canalhas e essas pombagiras urdideiras conseguem fazer com seus regozijados valores, com seus singelos lavores e com seus caudais fulgores.

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