Que na vida
se prova o porvir
a contar sempre novas
estórias;
a quilômetros de mim,
estás tu amarrada a grilhões
de sonhos, desejos e esperanças
de outrora.
A tentar desfazer
esse apertado e dolorido nó,
enfrento a morte
com a força de um amor
desmedido,
– eu também aprisionado
no outro lado da destemporada
muralha –
escorrendo-me a ti,
nas silentes madrugadas,
com meus poemas
sangrados.

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