como, e sobretudo, a vontade e a força,
impostas nas escolhas
realizadas,
são as únicas
coisas que realmente podem
nos libertar
das quedas, culpas
e pecados que se nos acumularam
pelo caminho,
e dos fantasmagóricos
miomas que se alimentam de angústias e dores
que se nos cresceram
à alma.
Sim, para lutar
contra as sencientes miragens
e suas recorrentes
consequências,
não nos basta
ler Shekespeare, Montesquieu
ou Santo Agostinho,
nem se empanturrar
de conhecimentos, idealizações
e esperanças sapiens
– regozijados em verbos
e imagens por tantos imperativistas
e sonhadores –,
com seus incautos
verbos às mãos e suas estranhas
vesanias às mentes.
E,
se vencer não nos é possível
por natural condição
imperfeita;
para resistir,
com alguma dignidade,
é preciso saber que tudo que se
nos entra
– ou sai –
pertence-nos,
individualmente, e a mais
ninguém!

Nenhum comentário:
Postar um comentário