terça-feira, 23 de maio de 2017

IRRECUPERÁVEIS PERDAS


Das idas noites,
em que os enlaçávamos com abraços,
beijos e sonhos
nuvem,

restou-me frias
madrugadas em que me passo
solitário

– mas ainda
e inteiramente
teu –

a te esperar;

e uma inabalável
vontade de manter vivo
nosso sublime
amor,

no mesmo cálice
de vinho em que tantas vezes
nos bebemos

e sob as mesmas
canções em que tantas vezes
nos amamos.

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