já caçou figurinhas,
e papéis de balas como se fossem
parte de um álbum
infinito,
já arrancou matos,
brinco de pique-esconde e de tudo
que havia, e e jogou bola por
todos os campinhos,
já pegou em seu
alçapão feito de bambu,
a muitos passarinhos
e já matou
e sapos e cobras com seu bodoque
e com sua espingarda
de chumbinho
(há saudada
do casebre velho de chão amarelão
e do pouco e imenso que
ali havia);
o menino, um dia,
quis e virou um homem
e nunca mais achou algum seguro
ninho
e nunca mais
conseguiu aprisionar nenhum
canarinho,
e nunca mais
conseguiu sonhar algo tão puro,
tão só seu e com tanto
capricho e carinho.

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