terça-feira, 23 de maio de 2017

DE NADA VALE CRITICAR UM DESERTO VAZIO


Um poeta crítico
escreveu-me todo entortado,
dizendo que não entende a metade das loucuras
ou idiotices que escrevo;

ora, pois,
isso realmente me alegra,
que não escrevo para agradar a críticos,
a imperativistas ou a poetas
de capas e facas,

com suas nobres
e esplêndidas estórias de ouro e prata, talhadas
a ilusões exíguas e a navegações
de cabotagem.

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