segunda-feira, 3 de abril de 2017

MEIA-NOITE XXIII



Há tempos
que divido contigo
minhas noites presentes
e meus dias
ausentes;

há tempos
que brinco contigo
com palavras
e sonhos
benemerentes,

entrelaçando nossas
asas para além
do mundo;

há tempos
que caio contigo
quando baixas a cabeça
para falares

– e para me
 acusares de com eles
andar –

de cães, de vermes
e de passarinhos
insolentes.


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