quarta-feira, 17 de maio de 2017

SONHOS DE UM MENINO GRANDE


Um clássico
de Thaikovsky ou Mozart;

às vezes,
um jazz, samba ou roque

a incitar-me
(a mim, esse já-quase-nada-ser)

para um
- quem sabe – último

espasmo teso,
com alguma borboleta

que desvoe,
ou com alguma  mariposa

que não (mais)
se vista com máscaras

de anjos puristas
em caso de ressurreição

do menino.

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