NÃO HÁ FLORES SEM ESPINHOS
Flores sim,
que se me inscrevem em poemas
às solidões das noites
frias,
que me atiçam
em fantasias ao som
de inesquecíveis
melodias,
que me agonizam
– seja a pardas luzes ou a sombras
lisas –
em vesanias,
a me encantarem,
e tanto, mesmo sabendo
eu, também,
de seus traiçoeiros
espinhos e de suas insaciáveis
cinorrexias.
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