quinta-feira, 13 de abril de 2017

NADA GENTIL



Em todas as vezes
em que me disparaste
o pesado verbo
volátil,

em vez de soprar-te
mansa brisa
ao esplende sonho
nuvem,

para acalmar-te
a grande insegurança
ao frágil coração
machucado

e os avassaladores
fantasmas
a te assombrarem a mente
cansada;

fui como um cão raivoso
que, ao sangrar
em ferozes e incontidas
insânias,

fiz-te chorar,
em angústias e dores,
a nobre alma.

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