quinta-feira, 13 de abril de 2017

CEDO DEMAIS –XXXIX



Antes
de me despejares,
novamente, tuas soberbias
palavreadas e tuas faustidades
ensombradas

– porque aquilo
que viu o mensageiro
não pode ser, dele,
encoberto –,

verifica-te a memória
fragmentada; limpa-te, dos chãos,
as fezes

e varra-te, dos ares,
as messes, antes que te morras
como narceja, em meio a vermes
e fezes.

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