segunda-feira, 3 de abril de 2017

MEIA-NOITE XXXV



Por tão
angustiante paradoxo

de amor
e de dor que se nos relva
à alma,

quando
te partires a outros jardins
outonais

em extremo
alívio à silente morte
de mim,

andarei
pelas chuvosas e escuras avenidas
e vielas sapiens

como um cão
perdido a procurar, em vão,
algum abrigo

entre
s pingos de luz
da cidade.

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