O amor é bonito
na ponta da língua
a acariciar o ego
do amante,
o amor é extático
na ponta da língua
a lamber o pau e a
boceta
do amante,
o amor é sublime
na ponta da
esferográfica
que traça o que não
há do amante;
a um sinal de sombra,
o amor se suicida
e se some
como um peido,
mas não sem que antes
as mesmas línguas
disparem lâminas
verbais
contra os peitos
e impregnem,
com estranho fedor
e com amortalhado
vazio,
as almas dos outrora
amantes.

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