quinta-feira, 6 de abril de 2017

A VERDADE É ESTA MENESTRÉIS. O AMOR FOI TÃO PLATÔNICO QUE SE FEZ IMPOSSÍVEL, INDO CADA UM CATAR GALOS E GALINHAS PARA SOBREVIVER



Lilith, pobre e doce Lilith que se pensava realmente pura. E talvez fosse a mais pura que donheci, uma vez que frequentava céus e prostíbulos de menestréis com a inocência de não se ver em pesos e em culpas.

Por todos os lados viam-se plantações de sonhos, de ilusões, de bastões rígidos e de porras, mas, ainda assim, mantinha virgem a densa floresta, uma vez que esta se encontrava em tua ama e não em teu corpo.

Lilith, pura na palavra e nas idéias, inconsciente puta nas relações com os estrangeiros e os marinheiros de toda parte. Gostava de velhos e o porquê disso terei de fazer segredo, pois assustaria até a um demônio ver a praga que vi durante a regressão feita por anos.

Mas Lilith era uma das poucas exceções de quem consegue andar na lama sem necessitar de um banho. Tinha um ciúme doentio pelo cão, e eu não sei explicar por que motivo, uma vez que não era ele que a fodia. Talvez por achar ali o a ducha que alivia e limpa as manchas e transgressões feitas em outras freguesias.

Era sagrado ouvir a hora do padre para ela, masm ainda assim, paradoxalmente, enquanto ele falava não recusava uma boa orgia de palavras, pensamentos e genitálias erguidas.

Lilith foi algo inexplicável que só caiu porque desenvolveu um amor platônico a um cão que realmnentea via, como ela era sem as máscaras do dia a dia.

Seu marido, suas filhas, seus amigos, seus amantes não sabem de nada. De nada que se havia nas profundezas estranhas de Lilith. Mas eu sabia. E eu saber a enlouquecia.

Bêbada, perdia ainda mais os limites, ao ponto de se despir e fingir uma dança do ventre em minha frente, ao que mandei que se vestisse (eu não como bêbadas), ao que ela chorando pôs-se a vestir a calcinha, o sutiã e a roupa que ao chão havia jogado.

Mas eu sou um cão e não um anjo e lhe disse; “Amanhã faça o mesmo sem estar bêbada, que te devoro”.

Sim, eu sou cão e trouxa. No dia seguinte, Lilith era novamente a pura e ao ser lembrada que eu a comiria, correu de fino com pedidos de descupas e sua lanterninha acesa.

O cão tomou no cu de novo, mas outros menestréis não pouparam a bebedeira de Lilith e se masturbaram vendo maravilhas.

Lilith era assim, uma coisa estranha, pedia para fazer a cabaninha e colecionar comigo figurinhas, escondidamente trocava com outros suas próprias figurinhas.

Mas havia algo em Lilith que era mais estranho. Ela sonhava e, às vezes, o que ela sonhava ocorria, incluindo a previsão mútua dos cânceres e ela, não resistindo, vindo a morrer primeiro.

Mas de todo esse amor e sujeira algo ficou, ao fim, mais estranho ainda. Uns 10 anos antes de morrer, ela disse: “ Perto de minha morte, direi um nome, e o nome que eu disser, olhando tudo que houve, será o ser que mais amei na vida.”


Enferma, aos ossos, apodrecendo-se por dentro e a poucos dias de partir definitivamente, abri meu email, e lá estava escrito: “Thor Menkent!”

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