quinta-feira, 6 de abril de 2017

MEIA-NOITE LIII



Do idos tempos e destempos
do passado,

aquela imensidade havida
em nossa pueril
infância;

aqueles sonhos, amores
e esperanças;

e aquelas quedas, dores
e descrenças

eram apenas ilusões
efêmeras.

O presente continua
a se preencher de imagens

frutificadas de nossas
retinas cegas;

e porvir são tão somente
novas, exíguas
e faustas projeções

espalhadas entre as coisas
que por si são,

sem o senciente  e abnômalo
modo de ver

sapiens.

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