segunda-feira, 17 de abril de 2017

CEDO DEMAIS – LXVI



Já viram um beija-flor
a rezar?

não me pergunte
por quê,

mas eu já, é quando elas
param em pleno ar

para sugarem o doce néctar
de uma flor;

e eu bem desconfio  de que,
em suas orações,

elas peçam para que os homens
não citem assim

tão futilmente seus nomes
às vesanias e concupiscências de suas fantasias,

nem destruam tão macabramente

seus jardins já em carestia.

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