Penso:
vou me metamorfosear
em borboleta
e, de repente, como que
se adivinhassem,
colhem-me numa rede;
repenso:
vou me transmutar
a verme,
– que a esses
ninguém quer –
e, de repente,
seduz-me algum amante
de sombras;
decido não pensar
e, em solidão,
devoram-me meus
fantasmas
balbuciando:
não morra, poeta,
pensa e repensa
em teu angustiante
e silente leito.
vou me metamorfosear
em borboleta
e, de repente, como que
se adivinhassem,
colhem-me numa rede;
repenso:
vou me transmutar
a verme,
– que a esses
ninguém quer –
e, de repente,
seduz-me algum amante
de sombras;
decido não pensar
e, em solidão,
devoram-me meus
fantasmas
balbuciando:
não morra, poeta,
pensa e repensa
em teu angustiante
e silente leito.

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