Páginas
Redes Sociais
quarta-feira, 22 de março de 2017
O CÉU NÃO É AZUL LVII
Por que dizeis
que componho versos, se sou funesto
para ser poeta?
Por que dizeis
quedegusto racionais saberes,
se gosto de me vestir a alucinação
dos loucos?
Por que dizeis
que me vitimo em sombras,
se o que faço é mostrar meus descalabros
postais?
Por que dizeis
que sou fausto menestrel,
se isso é uma obviedade
de minhas primícias?
Por que dizeis
que cativo sonhos exíguos,
se o nascer dessa vesania não se
faz só?
Por que dizeis
que sou um ateu sem féou esperança,
se já me sou torturadopor criações
abnômalas?
Por que me dizeis
de homens, mitos e lendas
– magos de palavras, corpos e feitos – ,
fazendo-me conjurar os reflexos
das sombras inauguradas?
E, sobretudo, por que,
às vezes, vindes de manso, ora oásis, ora desertos;
e não vos despis logode vossas
entranhas,
para que vos promova
o velóriodas candidezes soçobradas,
com meu verbum volat?
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário