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quarta-feira, 22 de março de 2017
O CÉU NÃO É AZUL LVIII
Em nossas plenitudes
púmbleas de vida, pendulamo-nos
em escolhas entre o bem
___ e o mal,
regozijando bálsamos
salpicados de firme áurea
___ reluzente,
entre os adornos
___ da realidade entrevada;
e, do mesmo indivizível
cerne, negando as ominosas consequencias
das salivas amargas de nossas
___ senciências neandertais.
Afinal,
que de mais tênebro e abnormal
___ poderia nos haver,
se das cândidas
e luzidias palavras
e do grandes e honrados feitos,
___ exaltamo-nos;
e das quedas
entres os sismos e os abismos do caminho,
inventamos um amparo orvalhado
___ nos abstratos da alma?
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