terça-feira, 4 de julho de 2017

TEU NOME



Escrevo
nossa estória no escuro,
onde ninguém poderá
desvendar

os mistérios, os segredos
e os pecados da iluminada loucura
em que nos enconchamos
outrora;

por isso,
é sob o manto
da madrugada fria,

sem que
nem tu nem mais possas saber
e sem que nem ninguém
possa perceber,

que direi
a minhas estrelas, que a tudo
testemunharam
silentes:

“Sim,
ela conseguiu,
ao fim, fazer-me crer que tinha
pueril e real
essência!’