sábado, 13 de maio de 2017

NÃO ESTOU MAIS NA IDADE DE ME NEGAR



... às vezes, algumas situações ou indagações não exigem muito de nós, bastando-nos dar uma braçada na superfície. Outras, exigem esforço, concentração, reflexão e um mergulho nas (próprias) profundezas.

A primeira é do tipo fácil, que não exige esforço algum, do tipo “gosto de você”, “te amo”, “vamos para a cama foder, te desejo”, “vamos ouvir umas mídis”, vamos tomar um sorvete, etecetera, etecetera, etecetera.

A segunda é de igual tipo, com a única diferença que se tenta tirar as máscaras e, quando se vê, percebe-se a si mesmo sem rosto e aos outros assusta com desgosto!

Por exemplo, dia desses estava chateado e cansado de tanto refletir no ser e em suas coisas, quando cantou perto de mim uma andorinha amiga, sensual e bonita, com quem eu sempre trancava e segurava a língua; e eu, vendo aquilo, senti como um oásis e, em vez de ir tirando pelas beiradas, quis logo comer o prato, dizendo “Como tu és linda, gostaria de fazer amor contigo!”.


Logo a coisa se atrapalhou e o sublime sentimento de beleza e amizade, com o tesão declarado logo virou uma estória entre um belo anjo e a fera de um filha da puta de um cão safado!

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