Às vezes,
fico observando os pássaros
que sobrevoam meu
pequeno sítio;
alguns pousam
muito proximamente,
como se fossem
meu amigos,
– e cantam, e pululam
e revoam –;
mas o mais
estranho é que, por vezes,
me distraio falando
com eles,
e o mais sublime
é que não estão nem aí
para meus sencientes
desvarios
– tremeluzidos,
poéticos ou dissimuladamente
frios –.

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